quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

E-learning e Culturas Digitais/ EDC MOOC/ #emerg12

Visando entender um pouco mais acerca do "Massive Open Online Courses", fui buscar mais informações e conhecimentos. Me inscrevi no https://class.coursera.org/edc-001/wiki/view?page=welcomeedc, na sala E-learning e Culturas Digitais,por Jeremy Knox, Bayne Sian, Macleod Hamish, Ross Jen, Christine Sinclair. Algumas considerações podem ser encontradas em :
https://sites.google.com/site/elearningeculturasdigitais/home

OLDS MOOC: semana 5/ #emerg12



Imagem retirada de :http://www.creative-science.org.uk/leonardo1.html




Executar, eis a temida ação! Discutir, revisar e finalmente colocar a pesquisa em ação/execução. Na página inicial do curso http://www.olds.ac.uk/the-course/week-5-prototype encontramos uma imagem bastante instigante que nos convida a refletir acerca de todo processo de ensino-aprendizagem. Ela elenca uma experiência de repercurso de um dos inventos de Leonardo Da Vinci. Partindo de um esboço, um escopo de um projeto original deste renascentista, foi possível executar uma das máquinas que este "homem universal" projetou. A experiência completa está em http://www.creative-science.org.uk/leonardo1.html.  Mas qual seria o objetivo da semana 5 ao iniciar com este repercurso?  A ideia é tratar o ensino como um projeto científico, uma ação, enfatizando a necessidade de construir e reconstruir sobre o que os cursistas fizeram e aprenderam. Testar, enfim, usar estas experiências para melhorar posteriores trajetos de aprendizagem e o projeto de design. As atividades da semana incluíram  prototipagem para a aprendizagem digital, que segundo os executores do Olds Mooc, poderia ser feito por qualquer professor, sem nenhuma experiência de programação. Os padrões pedagógicos desenvolvidos na Semana 4 são uma espécie de protótipo para uma seqüência de  atividades de aprendizagem que poderá ser executado/desenvolvido dentro de um recurso digital.    Os idealizadores da atividade alertam para a importância dos professores serem capazes de expressar suas concepções de como uma tecnologia digital de aprendizagem deve trabalhar para o aluno, em forma de programas interativos, ou seja, executando o protótipo de um projeto. Os detalhes do projeto não deve ser deixada para os programadores, o professor deve ilustrar o percurso fazendo parte de todo o processo. A semana foi liderada pelo Professor Diana Laurillard que será acompanhado por Marion Manton como co-facilitador. 

# OLDS MOOC/ Week 4: Connect/ #emerg12

Instruções encontradas em : http://www.olds.ac.uk/the-course/week-4-connect


http://www.youtube.com/watch?v=KdfvTnngPko&feature=youtu.be. Neste vídeo encontra-se a descrição da semana 4. Em resumo esta semana propôs uma ideia de modelo pedagógico em basado nas discussões e estudos das semanas anteriores. 




Imagem retirada de http://www.olds.ac.uk/the-course/week-4-connect.

# OLDS MOOC: Week 3 /#emerg12



Esta semana se concentrou no design de aprendizagem. A proposta foi a apresentação de uma série de projetos de aprendizagem conceituais que tem por objetivo ensinar e  ajudar a desenvolver as próprias idéias de design e representações.

  • Conceituar o processo de concepção de aprendizagem a partir de diferentes perspectivas
  • Aplicar alguns recursos de design de aprendizagem, ferramentas e métodos para o seu projeto
  • Críticar uma gama de abordagens pedagógicas e o papel que desempenham diferentes tecnologias
  • Discutir os alicerces teóricos, benefícios e limitações de representações de design em contextos educativos
  • Desenvolver um storyboard inovador, actividades de aprendizagem e uma estrutura para a implementação


A caixa de ferramentas de design de aprendizagem  retirado de:     

OULDI Ferramentas


CompendiumLD : software para criação e concepção de representações visuais de um projeto de aprendizagem. O material de apoio inclui uma folha introdutória e vídeos, tutoriais e duas folhas de referência.
Cloudworks : um site de rede social usada por indivíduos e comunidades de prática para compartilhar e discutir a aprendizagem e ensino de idéias e projetos.
Mapa curso : um modelo para a criação de uma representação de um curso ou módulo (em papel ou em formato Excel)
Curso Card Sort Características : cerca de 50 cartões para ajudar as equipes do módulo decidir e descrever o seu curso (disponível on-line em Wallwisher ou como padrão de cartões imprimíveis)
Profiler Pedagogia : é projetado para ajudar os professores (e alunos) mapear os diferentes tipos de atividades de aprendizagem através de um curso ou seqüência de eventos de aprendizagem (em papel ou em formato Excel).
Informações Cartões letramentos facilitação (OU) : conjuntos de cartas relativas a diferentes níveis acadêmicos que irão ajudar efetivamente integrar quatro áreas de competências de informação de alfabetização em módulos ou programas.




Estes são um conjunto de ferramentas, recursos e atividades, que foram testadas e avaliadas em uma variedade de configurações, tanto na Open University e também com uma série de  instituições parceiras e através de demonstrações e workshops em conferências. O objetivo destas instituições é fornecer ferramentas para apoiar uma série de eventos de aprendizagem e atividades de design. Estes são principalmente retirados do OULDI mas também incluem relacionados ferramentas úteis e recursos produzidos por outras fontes que trabalham na área de Design de aprendizagem, como o planejador pedagógico Phoebe , a aprender desenho ferramenta Ambiente de Suporte (LDSE),  Co-Gent .


  
Mais algumas elucidações: 

Carpe Diem

MOOC EaD: MOOCs – Virtudes e Limitações

MOOC EaD: MOOCs – Virtudes e Limitações: Um post da autoria do Professor  António Dias de Figueiredo . Correspondendo ao desafio do Paulo Simões para que escrevesse "um pequen...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

# oldsmooc #emerg12 Week 2: Inquire


Week 2: Inquire

A cultura digital não brotou diretamente da cultura de massas, foi sendo semeada por processos de produção, distribuição e consumo comunicacionais desencadeado pela cultura das mídias. Até este momento passamos por uma trajetória de uma cultura oral, cultura escrita, impressa, das massas, das mídias e finalmente da cultura digital. Obviamente hoje todas convivem de forma hibrida. Assim as transformações culturais existem principalmente pelos tipos de signos que circulam nas novas tecnologias e entre eles também os tipos de mensagens e processos de comunicação, propiciando novos ambientes sócio-culturais e novas formas de pensamento. Neste sentido a cultura comporta-se sempre como organismo vivo e inteligente com poderes de adaptação surpreendentes. E é dentro desta adaptação surpreendente que a educação vai se transformando. A educação e o ensino dentro destas novas perspectivas não podem ser pensados de forma fechada.
O currículo do século XXI deve ser pensado no contexto da globalização e das tecnologias. No referido OLDS MOOC modelo de aprendizagem para um currículo do século XXI, a proposta versa em discutir essas mudanças estruturais e apontar projetos pertinentes a ela. Penso ainda que inúmeros sejam os conceitos acerca do que vem a ser currículo, entre eles é que seja um conjunto de saberes recheado de representações narrativas. Para Costa (1992) o currículo é um lugar de subjetivação e de socialização dirigido e controlado. Silva (1996) ainda acrescenta que o currículo freqüentemente expressa o ponto de vista dos grupos dominantes, para isso este autor propõe o que ele chama de “descolonização” do currículo. Assim também seriam privilegiadas visões e representações alternativas dos grupos não dominantes. Silva diz ainda que não se basta apenas realizar materiais didáticos, livros, textos elucidativos que as mudanças acontecerão, e sim por meio da experiência dos alunos, ilustrar um novo percurso na produção de um novo conhecimento. Neste curso OLDS MOOC “Modelo de Aprendizagem para um Currículo do Século XXI”, percebo esta tentativa. Existem vários grupos de trabalhos abertos na tentativa de discutir o que permeia acerca deste assunto. E o mais importante e interessante é que são participantes do mundo inteiro visando expansão de fronteiras e a multiplicação de significados.   Cada grupo de trabalho ou nuvem aberta foi “contaminada” por seus integrantes na produção de significados e representações de seus sujeitos oriundos dos mais diversos locais do mundo. Reverbera neste referido curso uma energia de construção e reconstrução de conhecimento, estabelecendo um laço intenso com a autonomia, esta já preconizada pelo modelo inicial da proposta. Assim o participante não só recebe conhecimento dos colegas como produz conhecimento de sua própria interação dentro das salas de redes sociais. O ambiente instiga condição participante de vivência de um processo de transformação do conhecimento e da consciência. Os participantes são estimulados pela proposta de busca para os problemas apresentados, posicionam-se desenvolvendo assim autonomia, cooperação e criticidade.    A segunda semana especificamente focou-se em algumas abordagens contextuais do modelo de aprendizagem e da reflexão acerca desta experiências. As propostas foram:

Atividades:

·         Planeie a sua actividade para a semana
·         Comece a contextualizar o seu desafio do projeto ( usando cenários )
·         O que é importante sobre o contexto de aprendizagem de design ?
·         Considere participantes e forças ( usando personas e mapas de força )
·         Considere recursos (usando AUE  fase 1 , fase 2 , fase 3 )
·         Revisão & Share
·         Discutir e Refletir
·         Curate & Avaliar

 Referências bibliográficas

COSTA, Marisa Vorraber. Discutindo a escola básica em tempos de neoliberalismo: Uma conversa introdutória. In: COSTA, Marise Vorraber (Org). Escola básica na virada do século: Cultura, política e currículo. São Paulo: Cortez, 1996. 

SANTAELLA, Lucia. Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano. Disponível na Internet via URL <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/ revistafamecos/article/viewFile/3229/2493>. Acesso em 03.02.2013.



SILVA, Tomás Tadeu. Descolonizar o currículo: estratégias para uma pedagogia crítica. Dois ou três comentários sobre o texto de Michael Apple. In: Costa , Marise Vorraber (Org.). Escola básica na virada do século: cultura, política e currículo. São Paulo: Cortez, 1996. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

OLDS MOOC/ Week 1 #emerg12

UMA EXPERIÊNCIA COM MOOC. #emerg12


Primeira semana. OLDS MOOC Week 1: Initiate


Um MOOC (Massive Open Online Course) é, como a própria sigla indica, um curso online que utiliza diversas plataformas web 2.0 e redes sociais, é aberto e gratuito. A expressão massivo justifica-se pois é oferecido para um grande número de alunos. Pelo que compreendi a essência dos MOOCs é o espírito da colaboração, a utilizar conteúdo já disponível gratuitamente na web, boa parte é produzida, remixada e compartilhada por seus participantes durante o próprio curso, em posts em blogs ou fóruns de discussão, recursos visuais, áudios e vídeos, dentre outros formatos.
Por que uma experiência com MOOC? Recentemente a professora Drª Lina Morgado, condutora da disciplina Ambientes e Pedagogias emergentes, convidou os alunos e alunas da mesma UC a participarem de um curso no sistema MOOC  http://cloudworks.ac.uk/cloudscape/view/2451. Este curso versava sobre uma “Proposta de currículum para o século XXI”. A data inicial do curso foi 10 de janeiro de 2013 com uma seqüência estruturada de atividades e proporcionando espaço para as próprias iniciativas, criatividade e colaboração. A sugestão inicial seria escolher um grupo de trabalho para seguir executando todas as atividades, ou fazer um grupo próprio, compartilhar seus resultados e avaliar seu trabalho entre pares. O aconselhamento que recebemos ao aceder o curso foi de que o MOOC iria exigir 3 a 10 horas por semana, dependendo do empenho pessoal e interesses. O cronograma do curso pode ser acessado em http://www.olds.ac.uk/the-course . Neste link pode ser também selecionado um subconjunto das atividades.
Na primeira semana a proposta era de se concentrar em conhecer uns aos outros e formar idéias e grupos de estudos. Durante esta primeira semana, os participantes iniciar seu próprio aprendizado ou projeto de currículo de design em seu domínio da prática. Este projeto tinha por objetivo uma oportunidade de aplicar e usar princípios, representações e metodologias acerca do eixo condutor da proposta. Sobretudo a metodologia tem como arcabouço explorar definições de aprendizagem além de relacioná-la com outros campos de pesquisa educacional. Explorar as relações e distinções entre o Modelo de Currículo, projeto de aprendizagem, design instrucional, e pesquisa em Design Educacional. Desafio também de utilização de uma abordagem de projeto de aprendizagem para a concepção de aprendizado no século 21.
PROPOSTA DO CURSO
  • Explorar uma variedade de definições Design Educacional
  • Iniciar projeto próprio de aprendizagem / currículo
  • Definir o design de aprendizagem, como um campo de pesquisa e prática
  • Identificar alguns dos grandes desafios da utilização de uma abordagem de projeto de aprendizagem para a concepção de aprendizagem no século 21
  • Identificar temas específicos de interesse para uma exploração mais imersiva


Etnografando: POR QUE ETNOGRAFAR O AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM?

 Etnografar para conhecer melhor o campo do conhecimento, a importância do uso da etnografia para uma investigação sistemática da prática da aprendizagem, é um processo transformador, pois estimula o envolvimento do estudo ancorando a subjetividade, revelando as realidades múltiplas, criando assim uma posterior escrita de re-construção da realidade observada. Esta prática aqui revelada surgiu como tentativa de refazer o movimento de aproximação entre a etnografia, educação/aprendizado e o espaço digital usado para o MOOC. O objetivo de etnografar a prática desta atividade foi causado pela sensação de culpa, reflexo da pouca imersão nos conteúdos, rotinas e conflitos pedagógicos por mim vividos nesta primeira experiência. Na verdade não consegui acompanhar as atividades, partindo para prática etnográfica a fim de ilustrar o percurso e compreender, interiorizar a proposta.
Etnopesquisa vem de “etno” do grego “ethnos”, povo, pessoa, a etnografia conseqüentemente tem o intuito de estudar, observar, conhecer as pessoas e seus espaços, sua cultura e comportamento.  Segundo Macedo (MACEDO, 2005, p. 04) “descrever para compreender é um imperativo”, para tanto a importância da descrição.

No processo de construção do saber científico a etnopesquisa não considera os sujeitos do estudo um produto descartável de valor, meramente militarista. Entende como incontornável a necessidade de construir juntos, traz irremediavelmente e interpretativamente a voz do ator social para o corpus empírico analisado e para a própria composição conclusiva do estudo, até porque a linguagem assume aqui um papel central. (MACEDO,2005,p.05).

Segundo Freire (1996, p. 29) “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”. Ao afirmar que a pesquisa promove a constatação que propõe a intervenção que fomenta a educação e a auto-educação, o autor destaca a pesquisa como uma das dimensões mais centrais no processo de formação do professor, visto que, pesquisar significa buscar, indagar, transformar, exigindo, portanto, conhecimento do espaço. Na etnografia online as relações acontecem entre as representações visualizadas em forma de texto, imagem e som. Para Hine (2004) a etnografia virtual tem o intuito de uso para aprimorar a percepção do sentido da tecnologia e dos espaços sociais e culturais. Assim a etnografia virtual permeia relações espaciais e temporais mediadas pelas ferramentas tecnológicas, fortalecendo práticas educativas construídas e ressignificadas dentro de qualquer ambiente digital de aprendizagem. Acredito que a etnografia deve vir auxiliada pela auto-etnografia, como narrativa reflexiva, pois esta revela a presença do pesquisador (WALL,2006). Para Wall, 2006 a experiência de quem promove a pesquisa faz com que o estudo/pesquisa/reflexão tenha sentido. Quando o pesquisador fala como sujeito atuante (como é meu caso) confere autenticidade à pesquisa sendo, portanto habitada de forma fenomenológica. Este é um parecer sob a ótica de um sujeito (eu) acerca de impressões pessoais pertinentes ao curso destacado. Minhas impressões vêm de um olhar externo, caminhei pelas nuvens como observadora, uma “Vouyer”.
Assim, o aluno iniciava o curso portando um nome de usuário e uma senha. Desta feita o cursista teria acesso as atividades. O passo posterior seria atualizar o perfil inserindo foto e algumas informações pessoais. Desta feita o aluno e aluna estaria inserido em novos cenários educacional ocasionados pelas tecnologias e seus desdobramentos propondo destacar currículo e aplicação do conhecimento no século XXI. Vi como proposta de veiculação do conhecimento a leitura de textos e produção de informações textuais, e imagéticas(mapas mentais). Discussão dialogada de conteúdo a partir do uso de fóruns, ferramentas de mensagens como twitter, individuais e em grupo e muitos outros.
 A priori me senti desafiada, me envolvendo nesta vertente rizomática da educação. O lugar da educação sofreu diversos deslocamentos nesta experiência de conhecimentos, os mesmos se multiplicaram por meio da possibilidade da não linearidade. Posteriormente me senti deprimida e incompetente por não ter conseguido a imersão necessária.

Ainda que se possa conceder algum privilégiamento a algum lugar do aprender, não se pode absolutizar nenhum sob pena de cerceamento do processo complexificante do aprender. Complexificante porque se trata de um processo em movimento, de complexificação crescente ao modo do hipertexto. (BERTICELLI, 2010, p.22).  

Vejamos algumas descrições do espaço:
Home
Página principal para explicações, vídeos, cronogramas, propostas.Nela encontramos a agenda de temas e atividades listado em: http://www.olds.ac.uk/the-course
Lista de anúncios para notificão das atividades MOOC e eventos que se vão desenrolando:https://groups.google.com/forum/?fromgroups # forum / idade-mooc!
Grupo de discussão aberto, onde é possível compartilhar experiências e pensamentos com colegas participantes: ! https://groups.google.com/forum/?fromgroups # forum / idade-mooc aberto

 

Nuvens e Cloudscapes


  Nuvens são espaços de relevância para aprender e ensinar. Pode se configurar em uma descrição de uma atividade de aprendizagem, um estudo de caso, um recurso ou ferramenta, um resumo de uma apresentação. Cloudscapes são coleções de nuvens sobre um determinado tópico.  A maioria das atividades são apresentadas como nuvens ou cloudscapes sobre cloudworks, e  são necessárias para configurar o seu próprio espaço de trabalho (ou em qualquer outro site). Necessário é também contribuir com nuvens e comentários para as nuvens de atividade ou cloudscapes dos outros participantes fornecendo feedback aos trabalhos dos colegas.  Cada semana começa com uma mensagem introdutória dos facilitadores da semana, que serão enviados para a lista anúncio. Em meu e-mail recebi na primeira semana orientação do Dr. Yishay. Fomos informados e orientados de que estariam usando bibsonomy.org para compartilhar links e referências. Para tal quem compartilhasse algum parecer, comentários, análises, reflexões deveriam marcar suas entradas com OLDSMOOC e as entradas para cada semana com OLDSMOOC-W (e o número da semana de estudo).
Mesmo não participando imersivamente recebia notificação das atividades e reflexões a elas pertinentes. Os facilitadores enviam um resumo das atividades do dia à lista de anúncio com conversas sobre o grupo aberto, contribuições em cloudscape, tweets ou quaisquer entradas. 
O MOOC OLDS é baseado em um discurso de projeto colaborativo. Cada semana, a sugestão era uma seqüência de tarefas que poderia ser realizada individualmente ou em equipes. Na maioria das atividades, pronunciava produção de algum artefato e compartilhamento do mesmo, além de comentario sobre as produções. Para reunir e compartilhar o trabalho, o aluno deveria criar um portfolio individual e um espaço de trabalho de equipe. A sugestão foi usar cloudworks como uma plataforma para este fim.

CONSIDERAÇÕES REFLEXIVAS OU QUASE CONCLUSIVAS

Percebi problemas e desafios a serem superados: minha falta de estrutura e objetivos de aprendizagem gerou-me uma sensação de confusão e falta de orientação. Esta sensação causou-me inquietação bloqueando-me para imersão. A proposta está em língua inglesa e não em português meu idioma natal. Meu nível de conhecimento da língua inglesa é sofrível e obviamente comprometeu meu sucesso na atividade.  O uso de ferramentas distribuídas em rede exigiu-me uma concentração homérica. A enorme quantidade de projetos apresentados simultaneamente gerou-me uma sobrecarga cognitiva, além da velocidade vertiginosa de atualização do conhecimento. No entanto estes foram problemas detectados em meu percurso, minha trajetória pessoal no curso proposto. Observo e conseqüentemente enfatizo a interação e destreza dos companheiros compartes que imbuídos do desejo de aprender e compartilhar conhecimento envolviam-se notória e destacadamente. Afinal, a responsabilidade pelo ensino fica distribuída por toda a comunidade, não apenas nas mãos do professor.
Outra conclusão é de que os MOOCs incentivam a construção de PLEs Personal Learning Environments (abordado anteriormente em outro post), já que o “aprendente” escolhe, de um vasto leque de opções, o que e quando quer aprender e de que atividades e ferramentas querem participar. Enfim, fronteiras fluidas, distâncias reduzidas e conhecimento horizontalizado e exigência de um novo perfil de educador e do "aprendente" .

REFERÊNCIAS


BERTICELLI, Ireno Antônio. Educação em perspectivas epistêmicas pós- modernas. Chapecó, SC: Argos, 2010.
DELEUZE, G. e GUATTARI, F. O Anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia. Rio de Janeiro: Imago, 1995.
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. 40ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.
GUATTARI, F. Caosmose: um novo paradigma estético. Rio de Janeiro: Editora 34.
GUTIERREZ, Suzana de Souza. A Etnografia Virtual na Pesquisa de abordagem dialética em redes sociais online. http://www.anped.org.br/reunioes/32ra/arquivos/trabalhos/GT16-5768--Int.pdf .  Acesso em: 12 de junho de 2012.
HINE, Cristine. Etnografia Virtual. Madrid: UOC, 2004.
WALL, Sarah. An autoethnography  on learning abaut auto ethnography. International Journal of Qualitative. Methods 5 (2) june, Article9. 2006. http://www.ualberta.ca/~iiqm/backissues/5_2/PDF/wall.pdf. Acesso: 23 de janeiro de 2013.
 WARD,Mary –Hellen. Thoughts on blogging as an ethnographic tool. In: 23 rd annual ascilite conference: Who´s learnirg?  Whose technology? 2006, Sydney, AU. 23 rd annual ascilite conference. Disponível em  http://www.ascilite.org.au/conferences/sydney06/proceeding/pdf_papers/p164.pdf. Acesso em 10 de julho de 2012.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Investigar na era digital #emerg12


Investigar na era digital

A professora Dra. Lina Morgado solicitou aos estudantes do doutoramento em Educação da UAB/Port, especificamente da disciplina “Ambientes e Pedagogias emergentes” para que desenvolvessem um artigo que versasse acerca das palestras apresentadas na “Workshop W3i”. Este foi organizado e desenvolvido pelo “MPEL”, (Mestrado em pedagogia do elearning) e pelo LE@D (laboratório de educação a distância e elearning) (http:// lead.uab.pt) também da UAB/Port. Este evento ocorreu no dia 22 de dezembro entre as 10h e as 17 h no Palácio Ceia em Lisboa. Participaram os investigadores: Cristina Costa da Universidade de Salford (UK), Patrícia Fidalgo  da UIED-UNL (PT), Teresa Pombo, Board of Directors of GOOGLE LIT TRIPS e, do LE@D, João Paz,  Mª João Spilker  e Paula Silva.   Teve o apoio da Mendeley, gestor de referências bibliográficas e rede académica de investigadores. O programa do evento pode ser conferido no seguinte link: http://lead.uab.pt/wp-content/uploads/2012/12/Programa_W3i_lead_mpel1.pdf.

Imagem retirada de http:// lead.uab.pt
                 
W3i
       Dentro deste episódio nós, doutorandos tínhamos a missão de escolher uma das conferências para comentar, enfim, mergulhar no universo temático proposto por alguns dos palestrantes. Eu escolhi “Análise das redes sociais” articulado por Patrícia Fidalgo, exposição esta que pode ser conferida em http://www.slideshare.net/pfidalgo1/worshop-w3i-ars-p-fidalgo.       

        Dra. Patrícia é uma pesquisadora das Redes Sociais aplicadas à educação, examina como o envolvimento nestas auxilia a elucidação dos comportamentos de quem as usa. A conferência desta cientista nos deu uma visão geral de como este tipo de estudo ajuda no fluxo de informação por meio de conexões diretas e indiretas (nos prestou figuras por meio de aplicativos e softwares) que possibilitam uma visão destas redes e contatos como uma possível análise matemáticas destas relações humanas.  Enfim, “Foca-se nas relações que os indivíduos estabelecem mais do que nos seus atributos. Estuda estruturas sociais através da medição dos laços e das interações entre os membros dessas estruturas.” (Fidalgo, 2012)

Professora  Patrícia Fidalgo. Imagem retirada de https://twitter.com/pfidalgo1
                                                     
         No arcabouço deste eixo diretivo estes aplicativos, softwares, ferramentas em geral de análise de redes ajudam a demonstrar o entrelaçamento e conexões de pessoas, conhecimento, recursos, tarefas, discussões, etc. Assim é possível identificar classes, relações, aprimorando-as em seu desenho organizacional. Em sua palestra Dra. Fidalgo expõe uma  diversidade de softwares comerciais e gratuitos que podem ser empregados para esta tarefa: _ “Cfinder, Gephi, GraphViz, Guess, InFlow, MultiNet, NetDraw, Netminer, SocNetV, UCINET, VISONE, Yed.” Elencando alguns deles a oradora explana etapa por etapa acerca da instalação, funcionamento e projeção.  Neste momento me encantou sua didática e preocupação em transferir sua sabedoria, caracterizando-a com uma apropriada mestra.
Também enfatiza os tipos de atuantes, os atores do processo educacional formado em rede. Sendo eles os atores centrais que promovem a ligação entre a maioria dos outros cursistas. Os expansores que estariam conectados a outros participantes de uma rede, os intermediários que fariam a ligação entre subgrupos da rede, os periféricos especializados a quem são recorridos quando necessária informação especializada. Esta rede de atuantes é permeada por relações de poder.  Estes vínculos demonstram os graus de poder e quanto mais poder mais benefícios.  E como dizia Foucault (1981) à estrutura social seja ela qual for está atravessada por relações de poder. Foucault (1981) explica essa relação de poder alegando que existem diversas formas paralelas de demonstrar poder, expressados nas relações com a família, trabalho, corpos e educação. Neste estudo se configura quando existe ação sobre a ação de outro ator. A palestrante realça que o capital social pode proporcionar aquisições sendo este poder adquirido também pela centralidade.
Enfim, estas redes teceriam partilha de diálogos e trocas de experiências de dúvidas e inquietações, sendo muito positivas para o aprendizado.



Referências bibliográficas
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro; Edições Graal, 1981.

Sites consultados.
http://lead.uab.pt/
https://twitter.com/pfidalgo1